Sequestro de dados, um mal em ascensão

Sequestro de dados, um mal em ascensão

Nos últimos anos o número de ataques cibernéticos envolvendo “Ransomwares” vem aumentando consideravelmente no Brasil, estes ataques têm como principal objetivo o sequestro de dados, impossibilitando o acesso às informações, objetivando assim a solicitação de “recompensas” exorbitantes através (na maioria das vezes) de criptomoedas.

O Ransomware é um software malicioso que pode ser utilizado para atacar tanto um computador pessoal, computadores de empresas dos mais variados portes e até mesmo de um Governo. Seu funcionamento baseia-se justamente no sequestro de informações para posterior solicitação de recompensa.

O Brasil ocupa disparadamente o 1º lugar em números de casos de ciberataques na América Latina. Segundo dados divulgados durante a 7ª Conferência Latino-americana de Analistas de Segurança da Empresa Kaspersky, 53% dos ataques acontecem no Brasil.

As pequenas e médias empresas tornaram-se alvos frágeis para os hackers, aproveitando-se de ataques remotos, senhas fracas e até mesmo serviços incorretamente configurados. Estima-se que a maior parte dos casos ocorra de forma offline, ou seja, fora da internet, detectada e bloqueada no HD do usuário, geralmente via USB e/ou instalação de softwares piratas. Já via Internet, a maioria dos casos é pela web (85%), enquanto 15% por e-mail, geralmente disfarçado por produto com algum tipo de oferta, ou até mesmo em forma de currículo.

No caso dos Órgãos Governamentais o problema acaba sendo ainda maior, não apenas pelos valores pedidos pelos criminosos, mas também por se tratar de movimentos que giram em torno de municípios, ou seja, acarretando na parada por completo de todos os setores de uma prefeitura, inclusive áreas voltadas para a saúde. O relatório da Kaspersky revela que 2019 foi o ano dos ataques de ransomware a prefeituras e órgãos municipais. O bloqueio de serviços municipais afeta diretamente o bem-estar dos cidadãos resultando não só em prejuízos financeiros, mas também em danos sociais. Pelo menos 174 instituições municipais sofreram ataques por ransomware no último ano em nível global, sendo 30% prefeituras, 61% escolas municipais, 7% instituições de saúde e 2% concessionárias de serviços públicos como água e energia, o que representa um aumento de 60% em relação a 2018.

Segundo Kaspersky, a pandemia do COVID-19 fez com que os ataques cibernéticos promovidos pelos ransomwares crescessem cerca de 3,5 vezes no Brasil desde janeiro de 2020. Um dos motivos é que, muitas vezes na pressa de implantar soluções de acesso remoto, as empresas acabam esquecendo de fortalecer seu sistema de segurança, tornando-se assim alvos fáceis.

Sequestro de dados, um mal em ascensão

Curva de crescimento nos ataques de Ransomware no Brasil em 2020. Fonte: Kaspersky.

O que devemos fazer ao nos depararmos com esse tipo de ataque?

O Ransomware entra por qualquer brecha disponível, o que acaba dificultando a procura por um ponto específico da rede, para isso, é necessário que sejam adotadas algumas medidas de segurança.

Deve-se manter sempre atualizadas as bases de informações, contar com o auxilio de um antivírus de qualidade, e realizar backups frequentes, é muito importante que estes backups sejam rotineiros, se possível, realizados diariamente e mantidos em ambiente externo (Preferivelmente em um ambiente nas nuvens), do contrário o Ransomware poderá acessá-lo.

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